domingo, 29 de maio de 2011

Paciência....


Não vale a pena perder a paciência, não vale, não vale...!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O "kit gay" é anti homofobico?

"Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado.Hoje é aceito como coisa normal. Eu vou-me embora antes que passe a ser obrigatório." - Arnaldo Jabor


O Kit é mesmo anti homofóbico?

O kit, foi feito por uma ONG, contratata pelo MEC,(o erro já começou por ai) e no meu ponto de vista, o kit não é um combate a homofobia, mas sim um incentivo para quem tem dúvidas sobre sua sexualidade (em caso de dúvidas, vire gay!) é o que mostra o kit.

Sobre o cancelamento da distribuição do "kit anti homofobia" chamado também de "kit gay", considero que essa é uma discursão que deva ser levada para sociedade, antes de ser enfiada "goela a baixo", como o governo pretendia fazer.

A pior coisa para o ser humano é, não ter uma "identidade", imagine uma criança não saber ao menos, se é homem ou mulher!

Sou contra ,qualquer ato de discriminação ou violência, o Brasil é - ao menos na teoria - um país democrático. Se uma familia constroe valores, não é a escola ou o governo, que devem decidir mudá-los.

Quem quiser ser gay, vai ser gay e pronto! (Isso é o que chamamos de livre árbitrio, e não cabe a sociedade condenar ou discriminar, isso é fazer um julgamento que pertence só a Deus).

Por isso, sou a favor da discursão e do debate, o tema é polêmico e merece atenção, não pode ser tratado com "tabú", mas também não pode ser como uma "oferta", para individuos que ainda estão em formação de caráter e conceitos.

***Observação: O comentário de William Bonner e Fátima Bernardes no Jornal Nacional, sobre a proibição do "kit gay" foi "ri-dí-cu-lo" e parcial, querendo enfiar seus conceitos,como verdade absoluta. (como sempre), sem deixar márgem alguma para reflexão.

Enquanto que Carlos Nascimento,(SBT) foi brilhante em seu comentário e ainda conseguiu brincar com a situação!

Presidente Dilma Roussef suspende distribuição de" Kit gay"

Após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do "kit anti-homofobia", que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

"O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG - não foi produzido pelo MEC - a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC", disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre "costumes" terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. "O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade", afirmou.

Segundo o ministro, a determinação do governo não é um "recuo" na política de educacional contrária à homofobia.

"Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia", disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

"A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência."

Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o "kit anti-homofobia".

Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o "kit anti-homofobia".

"Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não", afirmou.

Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.

“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.

Conteúdo 'virulento'
Para o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG) o conteúdo do material didático é “virulento”.

“A preocupação das pessoas que estão envolvidas nesse cenário é a didática do material colocado. Achamos que a didática é muito agressiva. Temos que tomar cuidado para que a dosagem do remédio não seja mais forte do que aquilo que o paciente quer e necessita”, afirmou.

Fonte: G1

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aprovada delimitação de plebiscito sobre criação de novos estados

Apenas a população dos estados envolvidos deverá ser consultada sobre o processo de criação de novos entes federativos. Essa delimitação está contida em proposta de emenda à Constituição (PEC 72/07) de iniciativa do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) aprovada, nesta quarta-feira (18), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A intenção da medida - segundo ressaltou o relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), em voto favorável à proposta - é eliminar qualquer dúvida sobre os brasileiros que deveriam necessariamente ser ouvidos em um plebiscito do gênero. Atualmente, a Constituição caracteriza o alvo dessa consulta apenas como "população diretamente interessada", designação considerada imprecisa e que daria margem a interpretações divergentes.

Demóstenes observou ainda que a proposta tramitava em conjunto com a PEC 47/07, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também destinada a redefinir a abrangência desse tipo de consulta popular. No entanto, o relator decidiu recomendar sua rejeição por discordar da sugestão de se realizar um plebiscito nacional sobre a criação, incorporação, subdivisão ou desmembramento de qualquer estado.

- Entendo que não parecerá razoável ao eleitor do estado do Rio Grande do Sul opinar sobre a criação de uma nova unidade federada, seja um novo estado seja um território federal, que resulte da subdivisão do estado do Amazonas. Embora os interesses nacionais estejam envolvidos no caso, os brasileiros diretamente interessados na matéria são aqueles domiciliados no estado do Amazonas - sustentou Demóstenes.

Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Flexa Ribeiro também expressaram apoio a PEC

Apenas a população dos estados envolvidos deverá ser consultada sobre o processo de criação de novos entes federativos. Essa delimitação está contida em proposta de emenda à Constituição (PEC 72/07) de iniciativa do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) aprovada, nesta quarta-feira (18), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A intenção da medida - segundo ressaltou o relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), em voto favorável à proposta - é eliminar qualquer dúvida sobre os brasileiros que deveriam necessariamente ser ouvidos em um plebiscito do gênero. Atualmente, a Constituição caracteriza o alvo dessa consulta apenas como "população diretamente interessada", designação considerada imprecisa e que daria margem a interpretações divergentes.

Demóstenes observou ainda que a proposta tramitava em conjunto com a PEC 47/07, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também destinada a redefinir a abrangência desse tipo de consulta popular. No entanto, o relator decidiu recomendar sua rejeição por discordar da sugestão de se realizar um plebiscito nacional sobre a criação, incorporação, subdivisão ou desmembramento de qualquer estado.

- Entendo que não parecerá razoável ao eleitor do estado do Rio Grande do Sul opinar sobre a criação de uma nova unidade federada, seja um novo estado seja um território federal, que resulte da subdivisão do estado do Amazonas. Embora os interesses nacionais estejam envolvidos no caso, os brasileiros diretamente interessados na matéria são aqueles domiciliados no estado do Amazonas - sustentou Demóstenes.

Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Flexa Ribeiro também expressaram apoio à PEC 72/07.
Agência Senado

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um pouco de Clarice Lispector

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
Clarice Lispector

terça-feira, 17 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Meu rio e minha vida


É o mesmo rio da minha infância

Que por tantos lugares me levou

É o mesmo rio...

Ainda sou eu...

Ainda são os mesmos sonhos

Porém, com cenas alteradas, algumas pelo destino, outras por minha própria ignorância.

É o mesmo rio, que assim como eu, por vezes está calmo e outras vezes se agita.

É o mesmo rio

Que sempre faz lembrar, o que sou e de onde venho

E quando eu mesma, não me reconheço mais

Venho pra cá e tento recomeçar tudo outra vez.

Como este rio, que nasce todo o dia e jamais deixa de seguir o seu curso.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Câmara aprova plebiscito sobre divisão do Pará

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou QUINTA-FEIRA (5) a realização dos plebiscitos para decidir sobre a criação dos Estados de Tapajós e Carajás. As duas propostas foram colocadas em pauta durante a realização de uma sessão deliberativa, que não precisa contar com os votos individuais dos deputados. Apenas representantes das lideranças dos partidos que compõem a casa votaram, definindo os votos de todas as bancadas.

Os deputados paraenses Giovanni Queiroz (PDT), Lira Maia (DEM) e Zequinha Marinho (PSC) encaminharam os votos em nome dos partidos que representam. Os parlamentares paraenses ausentes à sessão foram: Arnaldo Jordy (PPS), José Priante (PMDB) e André Dias (PSDB). Os demais registraram suas presenças na sessão - onde foram votadas outras propostas -, mas nem todos se mantiveram em plenário ao longo da votação.

O texto do Projeto de Decreto Legislativo 731/2000, que trata do plebiscito do Tapajós, de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), vai voltar para ratificação do plenário do Senado, já que houve mudança no texto original. A proposta sobre o Carajás já vai direto para promulgação da presidente Dilma Rousseff.

Nas duas propostas aprovadas foi inserido um item que estabelece o prazo de seis meses após a aprovação dos projetos para a realização dos plebiscitos, que devem ser realizados em um único dia.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá realizar o plebiscito. O deputado Giovanni Queiroz (PA) informou que foram aprovadas emendas ao Orçamento da União que permitem a realização da consulta pública. O valor total do processo deverá

ultrapassar R$ 8,5 milhões.

QUESTIONAMENTOS

Durante a votação em plenário, somente o líder do PSol, deputado Chico Alencar (RJ), encaminhou voto contra de sua bancada. “Minha posição era de que o presidente Marco Maia não colocasse a matéria (plebiscitos) em pauta nesta sessão, dada a debilidade legislativa das reuniões de quinta-feira”, protestou o deputado. De acordo com Alencar, o voto simbólico das sessões deliberativas das quintas-feiras não pode representar a manifestação dos votos de cada parlamentar em sua plenitude.

A deputada Elcione Barbalho (PMDB) também declarou que a votação de projetos tão importantes para o futuro do Pará deveria ser nominal, e não simbólica. “Sempre disse que sou favorável ao plebiscito para que o povo tenha o direito democrático de decidir. Mas não posso concordar com a divisão. Acho que deveríamos integrar e não separar”.

PESQUISA

Uma pesquisa realizada em outubro do ano passado mostrou que mais de 90% da população do oeste do Pará apoiam a criação do Tapajós. A mesma pesquisa, coordenada pela UFPA, também comprovou que mais de 60% dos eleitores do sul e sudeste do Estado apoiam Carajás. Segundo o último censo divulgado pelo IBGE, o Pará tem 7,5 milhões de habitantes, sendo que 2,5 milhões residem na região metropolitana.

De acordo com o projeto, o novo Estado do Tapajós teria 27 municí-

pios, ocupando 58% da área atual do Pará, na região oeste, e uma população de 1,3 milhão de habitantes. A proposta tramita há mais de 10 anos no Congresso.

Já o Estado de Carajás teria 39 municípios, no sul e sudeste do Pará, com área equivalente a 25% do território atual do Pará e uma população de 1,6 milhão. Se a divisão for aprovada, o Pará ficaria com 4,6 milhões de habitantes e 86 municípios.





Políticos darão entrevista coletiva sobre o plebiscito

Às 10h desta sexta-feira (6), na Câmara de Santarém, acontece uma entrevista coletiva com a presença de diversos políticos da região para falar sobre os planos a partir da aprovação do plebiscito para consulta sobre a criação do Estado do Tapajós. Estarão juntos representantes do governo municipal e da oposição, dentre eles a prefeita Maria do Carmo e o deputado federal Lira Maia, assim como outras personalidades que estiveram ontem em Brasília acompanhando o processo de aprovação da matéria.

Ontem (5), a sessão da Câmara dos Deputados que tinha na pauta o PDC 731/00, que trata do plebiscito para a criação do Estado de Tapajós, foi acompanhada por veículos de comunicação da cidade. Logo após a aprovação, o secretário de Governo de Santarém, Inácio Correa, ligou para as rádios, falando do assunto. Ele não soube informar os próximos passos do projeto em Brasília, mas disse que se sentia muito alegre por acompanhar esse momento histórico, representando a prefeita Maria do Carmo.

Enquanto isso, o deputado Lira Maia também telefonava para os veículos de comunicação da cidade, dando a notícia. Nas ruas, muita gente passou a comentar o assunto. Algumas pessoas nem tinham ideia do significado da votação.

Ivete Locatelli, servidora pública municipal de Placas, disse que ainda não havia ouvido falar sobre “esse negócio de Estado do Tapajós”. De acordo com ela, na cidade de Placas não existe nenhum movimento que trabalhe com a conscientização do povo sobre esse projeto.

Através da assessoria de imprensa da Prefeitura, no final da tarde o secretário Inácio Correa garantiu que a articulação do ex-deputado federal Paulo Rocha foi fundamental no processo de aprovação do plebiscito, pois ele que “assegurou que o projeto fosse incluído e votado na pauta de hoje (ontem). Estamos muito felizes enquanto governo, pois vimos ser respeitada a vontade da população do oeste do Pará, em poder decidir e opinar pelo que se quer e se acredita, através do plebiscito”, declarou Inácio.

A ideia de criar um novo Estado, o Tapajós, repercutiu de forma muito positiva entre os altamirenses. O vereador Djalma Mineiro, ex-presidente da Câmara Municipal, e que antes era contrário ao projeto, hoje se mostra grande apoiador. “Eu me orgulho de ter ajudado neste processo de votação. Todos vamos ganhar com isso. Agora está nas mãos do povo a decisão”.

O agricultor José Benedito de Souza, que há mais de 40 anos vive na região, diz que a criação de um novo Estado vai trazer benefícios que até hoje ninguém viu nesta região do Pará. “O Pará é grande, e porque é grande, fica ingovernável. A gente tá cansado de ser esquecido”.

Entre os movimentos sociais existe uma certa expectativa. Para Marcelo Dias, é positivo o plebiscito porque é uma forma de conhecer a opinião pública sobre o tema. Para ele, a ideia de criação de um novo Estado é muito negativa. “Já estamos na situação que estamos, de um lado floresta, do outro a margem de um grande lago”, referindo-se à construção da barragem de Belo Monte. “Pra onde é que a gente vai crescer?”, indagou o líder sindical.

Enquanto isso, os prefeitos da região do Xingu são unânimes a favor da criação do novo Estado.

Para a prefeita de Altamira, Odileida Sampaio, o projeto vai melhorar bastante as condições econômicas e sociais da região. O prefeito de Pacajá, Padre Edimir, destacou que o novo Estado trará grandes transformações sociais, juntamente com o projeto de construção da hidrelétrica de Belo Monte. Bergue Campos, de Porto de Moz, acredita que isso vai ser muito bom para a região esquecida pelo poder público.

Um dos blogs de notícias mais acessados de Santarém, o Blog do Jeso, recebeu número recorde de comentários nas postagens que fez ontem, sobre a aprovação do plebiscito pela criação do Estado do Tapajós. O Facebook foi outro espaço que suscitou inúmeras discussões dos internautas.

Nos textos, as manifestações de apoio, alegria e críticas aos políticos que já estão se aproveitando do fato para fazer o nome. A grande maioria, dentre os que se manifestaram, deu apoio ao projeto, alertando que agora o mais difícil dessa luta será conseguir a aprovação do eleitorado.

“Com a criação do Estado do Tapajós, o poder estará mais próximo da população. Teremos grandes ganhos políticos e econômicos como a criação de muitos empregos na máquina pública e na iniciativa privada”, disse João Evangellista Sousa da Fonseca, de Monte Alegre, município localizado na margem esquerda do rio Amazonas.

Tereza Correa, que mora no Rio de Janeiro, escreveu: “Eu e minha família apoiamos a criação do Estado do Tapajós. Santarém tem que ser capital independente de Belém. Moro há 20 anos no Rio de Janeiro e trabalho em turismo. Aqui, 99% das pessoas não conhecem, aliás nem sabem se existe Santarém e Alter do Chão (que é o nosso Caribe brasileiro). Apoiamos o Estado do Tapajós e estamos à disposição para o que der e vier”.

Roberto Pena, que mora em Formosa, Goiás, destacou: “Que seja bem-vindo o Estado do Tapajós. O Pará é muito grande, o que inviabiliza a presença do Estado (governo) nos lugares mais distantes. Deve mesmo ser dividido”.

Vinte e sete municípios deverão fazer parte da futura unidade da Federação, na região oeste, com uma população total de 1,1 milhão de habitantes, com área territorial de 718.138. São eles: Alenquer, Almeirim, Altamira, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Placas, Porto de Moz, Prainha, Rurópolis, Santarém, Sousel, Terra Santa, Trairão, Uruará e Vitória do Xingu.

Deputados separatistas comemoram

Os que defendem a divisão do Estado comemoraram. Para o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT/PA), foi gratificante aprovar a proposta em plenário. “É um esforço que representa a vontade do povo. A cobrança da população do Pará tem sido enorme”. Segundo ele, a criação de dois estados - Mato Grosso do Sul e Tocantins - é a prova de que a divisão permite o desenvolvimento de regiões muito pobres dentro de um Estado. “Carajás e Tapajós têm potencial, mas predomina nestas regiões a ausência de Estado”.

Quem também comemorou foi Lira Maia (DEM), representante da região do Tapajós. “São milhares de brasileiros mobilizados para que nós possamos fazer um plebiscito, ouvir a população, o que é absolutamente legítimo. Isso é princípio constitucional”.

Para Wandenkolk Gonçalves (PSDB), a aprovação é boa para o país. “Nós podemos avançar na questão da descentralização administrativa. A própria Constituição prega a possibilidade concreta do desenvolvimento regional. E o caminho mais curto para o desenvolvimento é a criação de novas entidades federativas, principalmente de Estados”.

Ao final da votação, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), primeira vice-presidente da Câmara, que conduziu a votação, parabenizou os deputados que defendem a divisão do Estado. (LM)

Expectativa em 39 municípios

A notícia de que a Câmara dos Deputados aprovou projeto para realização do plebiscito para criação do Estado de Carajás repercutiu nos 39 municípios que deverão compor a nova unidade da federação, caso a maioria da população vote pela separação das regiões sul e sudeste do restante do Pará.

Depois de aproximadamente 20 anos de mobilização pela aprovação do plebiscito, políticos que encamparam a luta comemoram a conquista, considerando-a uma porta para a criação do Estado de Carajás.

Cerca de 500 quilômetros da capital, um dos argumentos dos favoráveis ao novo Estado é que esta distância sempre impediu a chegada de políticas públicas para desenvolver a região e propiciar a melhora da qualidade de vida das pessoas.

As regiões sul e sudeste do Pará possuem três fortes pilares econômicos. Uma é a agropecuária. Com cerca de 20 milhões de cabeças de gado não impressiona apenas pela quantidade, mas também melhor qualidade genética nos animais, considerada a melhor do país.

A atividade madeireira, que sempre foi intensa e depois passou por crise em função da nova realidade ambiental, agora passa por reestruturação, fazendo investimentos em reflorestamento para se adequar às leis e se autossustentar para atender também o mercado exterior. O potencial mineral, que há mais de 20 anos trouxe uma nova cara para o mercado regional, começa a galgar no caminho da verticalização.

ECONOMIA

Marabá tem um distrito industrial com dez siderúrgicas de ferro-gusa implantadas e com a chegada da Sinobras, uma usina integrada, o município passou a produzir e exportar produtos, como o vergalhão. Agora, a população vive a concretização da Aços Laminados do Pará (Alpa), pela mineradora Vale, que também propiciará a criação de um polo metal mecânico no município.

Somados a esses potenciais, a região ainda tem a hidrelétrica e eclusas de Tucuruí, os rios Araguaia e Tocantins, Serra dos Carajás (maior província mineral do mundo), além de outros projetos minerais que a mineradora Vale possui na região.

LOCALIZAÇÃO

O movimento separatista baseia-se muito nas experiências do Goiás e Mato Grosso, que conseguiram progredir socioeconomicamente, segundo Josenir Gonçalves Nascimento, secretário executivo da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás.

“A criação de um novo Estado é benéfica tanto para quem se emancipou quanto para quem vive no Estado-mãe. Como o Goiás que aproveita hoje muito mais os seus recursos por não ser mais responsável pela região onde foi criado o Tocantins. Por outro lado, o Tocantins tinha somente 4% do PIB do Estado do Goiás e hoje o Tocantins tem cerca de 40%, se juntar os dois”, pontua Josenir.

Outro ponto positivo elencado pela Amat com a criação do Estado de Carajás é que a região amazônica teria maior representatividade política no cenário nacional. “O Pará, sendo dividido em três unidades federativas, terá mais força política. Na verdade, se trata de uma soma benéfica para todos, já que a criação de mais Estados significa mais cobrança política para a região” destaca Josenir.

PROJETO

O projeto que prevê um plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós ainda voltará ao Senado. Neste tempo, acredita o governador Simão Jatene, é necessário um esforço pelo esclarecimento das populações envolvidas acerca dos benefícios ou prejuízos que podem advir deste processo.

“A população deve ser protagonista e não coadjuvante diante de uma decisão desse porte. Para isso, precisa ser devidamente informada sobre todos os ângulos possíveis”, reitera Jatene.

Procurado pelo DIÁRIO, o chefe da Casa Civil do governo, Zenaldo Coutinho, preferiu não dar entrevista, mas reforçou, por sua assessoria, que continua contra o processo de divisão do Pará. (com informações da Agência Pará)

NÚMEROS

90% da população do oeste do Pará apoia a criação do Estado do Tapajós, segundo pesquisa realizada pela UFPA em 2010.

60% dos eleitores do sul e sudeste do Pará apoiam a criação do Estado do Carajás.

66 municípios deixarão de fazer parte do Pará caso os dois novos estados sejam criados.

24% do território paraense ou 951.085,80 km² do território do Pará seriam absorvidos pelo Estado de Carajás.


Fonte: Diário do Pará

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O JARDIM DO INIMIGO Parte 1



A melhor peça teatral gospel do Brasil - Uma critica construtiva e cômica aos cristãos.

Nos dias 20 e 21 de maio, a partir das 20h30, a Cia de Artes Nissi fará a gravação comemorativa do espetáculo “O Jardim do Inimigo”, no Antigo Olympia, hoje a igreja Bola de Neve Church. Serão investidos mais de 500 mil reais.

Após 11 anos, a companhia resolveu regravar o clássico do teatro Gospel mais assistido no Brasil. Uma mega estrutura está sendo preparada para registrar a maturidade alcançada pela equipe após anos na estrada.

A peça O Jardim do Inimigo

Trata-se de um jardim sinistro, com personagens reais que levam o espectador se ver em um espelho do cotidiano.

O texto é narrado pelo proprietário do Jardim, O Acusador, interpretado pelo autor e diretor do espetáculo, Caíque Oliveira; que no decorrer da trama, persegue suas vítimas através da mente.

Com linguagem simplificada; cenário, iluminação, sonoplastia, maquiagem e figurinos o espetáculo torna-se atraente e, muitas pessoas são levadas a se identificar com algumas das personagens e, também conseguem compreender de forma divertida a realidade vivida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma garota "politicamente do mal"


Metade de mim é anjo, outra metade é de um mal e indescritível.

Meu silêncio é meu escudo protetor, então não me obrigue a um discurso medíocre.

E não arregale os olhos quando eu soltar um palavrão, confesso é muito feio, mas às vezes necessário!

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico!!! (Pronto...)

Claro, não era bem esse... Mas já serve.

Só não me dê uma capa de anjo, porque anjo eu não sou.

Com essa capa, minha raiva, medo, nojo não convém

E não quero esconder meus horrores...

Fingir amores

Não hoje...