segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TV Amazônia com nova torre

Terá 50 metros, a nova torre autoportante da Tv Amazônia (Rede TV!) em Santarém/Pa.
A previsão de conclusão da obra é para final do mês de novembro.Segundo o diretor executivo Walter Fróis, a construçãoda nova torre, vai melhorar o sinal em toda a cidade, inclusive em bairros que não era possível sintonizar o canal 7, como: Santíssimo, Centro e Nova República.O sinal deve chegar também em alter do Chão,Ponta de Pedras e comunidades do Planalto."Estamos com grandes expectativas para essa nova fase, mas ainda é só o começo dos grandes projetos que temos" Disse Walter.A programação também será reformulada e estará de "cara nova" a partir do 2º semestre do ano de 2011.
Walter assumiu a direção executiva da Tv Amazônia em 2007 e desde então tem realizado um excelente trabalho a frente da emissora (da igreja da paz) foi dele a idéia de criar o Amazônia Urgente (programa de cunho jornalistico), que abriu as portas para todo tipo de público, já que antes a emissora era vista como um canal "fechado" e restrito aos evangélicos.
A partir daí a TV Amazônia canal 7 passou a ser vista como uma opção de qualidade, dentre os meios de comunicação.


A quedaEm 2007, uma tempestade derrubou a torre da TV Amazônia, causando grandes prejuízos aemissora, o sinal foi prejudicado em vários bairros.
Na época o fato foi noticiado por jornais locais e estaduais, o empresário Nivaldo Pereira - diretor da Ponta negra, canal 5, chegou inclusive a oferecer ajuda, e disponibilizou um funcionário para ajudar na reconstrução da torre. (Um ato que vale a pena ser lembrado).

sábado, 27 de novembro de 2010

São Raimundo apresenta atletas que farão parte da pré temporada 2011


Ozinaldo Nogueira (Labilá)

Último clube: São Raimundo

Rodolpho Fernades de Oliveira

Nascimento: 09/02/1984

Altura: 1,94

Principais clubes: Botafogo da Paríba (2002), Cabofriense RJ (2005-2006), Resende RJ

(2007 – Campeão Carioca – 2ª Divisão), Itumbiara GO (2009).

Último clube: Tigres do Brasil

Roriney Dias Almeida (Ney)

Último clube: São Raimundo

ZAGUEIROS

Evair Santos de Souza Pedroso (Evair)

Último clube: São Raimundo

Rodolfo dos Santos Soares

Data de Nascimento: 20/05/1985

Altura: 1,87

Principais clubes: Seleção Brasileira Sub 16,17,18,19 e 20 (2001-2005), Fluminense –

RJ (2001-2006), Madureira – RJ (2008), Al Karathyait FC – Qatar (2008-2009).

Último clube: Universidade Sport Club (ULBRA)

Avanei Santana de Jesus (Nei Baiano)

Data de nascimento: 08/03/1979

Altura: 1,88

Principais clubes: Chapecoence – SC (2007, Campeão catarinense) Itumbiara – GO

(2008, Campeão goiano), Rio Verde – GO (2009, Campeão goiano), Vitória – BA.

Último clube: Vila Nova – GO

LATERAIS DIREITO

Wdenildes Luiz Freire de Vasconcelos (Ceará)

Último clube: São Raimundo

Adailton da Silva Rocha (Sató)

Último clube: São Raimundo

LATERAIS ESQUERDO

Rafael Vieira Moreira (Rafael Vieira)

Último clube: São Raimundo

VOLANTES

Marcelo Santos da Silva (Marcelo Pitbul)

Último clube: São Raimundo

Jardel Silva

Data de nascimento: 09/08/1985

Principais clubes: Jacareí - SP, Itapirense - SP.

Último clube: Taubaté – SP

MEIAS

Daniel Almeida Filho (Daniel)

Último clube: São Raimundo

Renato Medeiros

Data de nascimento: 04/02/1982

Altura: 1,75

Principais clubes: São Paulo - SP (1996-2002), Ponte Preta - SP (2004-2005), Gama -

DF (2006).

Último clube: Sanat & Naft – Irã

Fernando Henrique Oliveira (Fernandinho)

Data de nascimento: 24/04/1985

Altura: 1,80

Principais clubes: Paulista - SP (2002-2008), Guarany de Campinas – SP (2007),

Guarany – MG (2009).

Último Clube: Brasilia – DF

José Domingos da Silva

Data de nascimento: 27/12/1982

Altura: 1,77

Principais clubes: Fortaleza (2006), Bahia (2007) CSA – AL (2008, campeão alagoano)

CRB – AL (2009).

Último Clube: Murici – AL, Campeão Alagoano 2010

ATACANTES

Marcelo Dias

Último clube: Paysandú

Leandro da Silva Almeida

Data de nascimento: 23/02/1984

Altura: 1,75

Principais clubes: Juazeiro – BA (2001-2003), Santo André – SP (2004), Mogi Mirim- SP

(2005), Tupy – MG (2006-2007).

Último clube: Al Nasr – Kuat

Cesar Algusto da Silva

Data de Nascimento: 19/04/1987

Altura: 1,90

Último clube: Ferroviário (CE)

Anderson Daguia Santana

Data de nascimento: 19/09/1983

Altura: 1,73

Principais clubes: Fluminense – PI, Mogi-Mirim – SP, Asa de Arapiraca – AL, River – PI.

Último clube: Souza da Paraíba

COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor Técnico: Olavo Bastos

Técnico: Sebastião Rocha

Auxiliares Técnico: Carpegiane / Filiba

Treinador de Goleiros: Carlos Alberto Nascimento

Preparador Físico: Jardel Silva (Foi preparador físico da Seleção Brasileira Sub-20)

Mordomo: Cesar Cabral

Massagista: Miramar Pedroso (Mirinha)

DIRETORIA EXECUTIVA

Presidente: Rosinaldo do Vale

Vice-Presidente: Antonio Sampaio

Diretores do Dep. de Fut. Profissional: Alberto Tolentino e Jardel Guimarães

Coordenador do Dep. de Futebol: Lúcio Santarém

Gerente de futebol: Sandeclei Monte

Diretores do Dep. Jurídico: André Cavalcante e Odemar Pinto

Diretor do Dep. de Marketing: Júnior Tapajós

Diretor do Dep. Médico: Dr. Alberto Tolentino

Diretor Financeiro: Rosimar Bastos

Presidente do Conselho Deliberativo: Silvio Tadeu

Presidente da Assembléia Geral: Arnaldo Lopes

Quero ver Tropa deElite 2!!!!!

Nunca senti falta de não ter mais cinema aqui em Santarém, até porque não tenho paciência para ficar cerca de 2horas sentada olhando pra uma tela (seja de cinema ou de tv). Isso vale também para palestras, pregações e aulas chatas....Ou mesmo entrevistados que falem por mais de 1 minuto sem ter algo realmente "importante" para dizer, acho que fui uma criança hiperativa e consequentemente uma adulta hiperativa (mas isso é outra história...), porque...
Agora....

Eu QUERO CINEMA EM SANTARÉM JÁ!!! QUERO VER TROPA DE ELITE!!!
Um dvd já serve...

E nada de fazer "inveja" quem já viu!! Humpf!

Vida normal

Sábado em casa, o que fazer enquanto a máquina de lavar roupas completa o giro? Hummm...Pegar o celular e sair tirando fotos assim..." vida normal de qualquer familia". Um dia de "tia Rô", amo!! (até porque se fosse mais de "um" eu teria uma "ataque") rsrs
"A princesa e o plebeu", a dama e o vaganbundo?" ou a "Belinha" e a "fera". Escolha o titulo.

Princesa nº 1
Princesa n° 2
"O pequeno principe" (lindo!!)

Hummm, melhor nem comentar.rsrs

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Noite de cão"


Que canseira...

São quase 23:30 acabo de chegar em casa e a noite foi mesmo "de cão" quer dizer "do cão", o Layo, tava no parque dando uma volta com ele, bom na verdade hoje foi ele quem nos levou para passear (a mim e minha cunhada Bia).

Esta é a 3ªvez que saimos com ele e cada vez, o comportamento dele ainda é uma "surpresa" para nós.

Na 1ª vez em que decidimos levá-lo pra passear, foi uma loucura! Ele se batia, girava que nem um cachorro doido, praticamente nos arrastou na saida de casa, mas na rua se comportou bem.

_Eu que mando! Eu que mando! Gritava esta "louca" que vos escreve, seguindo as instruções do "Dr.Pet", puxando a coleira desesperadamente pra não ser arrastada. Assim começava o nosso segundo passeio.

O cachorro deve ser meio "surdo" porque ignorou meu comando e acabou, me "cercando" com a corrente e por fim passando por baixo da minha perna...oh! oh!

Lá estava eu, literalmente enrolada
Porém, firme, segurando a corrente, pensando em qual posição seria melhor para cair, sem me machucar muito.

_"E.u q.u.e m.a.n.do"..."e.u.q.u.e.m.a.n.do" balbuciava toda enrolada.
Um passo do Layo para a frente e ...Já era "Ronilma que manda",A queda era certeira...
Ele estava naquela posição de "ataque",sabem..Olhando para a rua pronto para correr.

Minha familia olhava atenta a cena decadente...e desesperadora, (Tragédia para uns, comédia para outros.)

_Vai! é você que manda! gritavam as "engraçadinhas".

Mas, ao invés de correr, ele parou!

Acho que parou por conta das gargalhadas da familia, (mamãe, minha irmã, sobrinha e cunhada) e foi ai ,que eu vi a oportunidade de me desenrolar e evitar uma "boa e enbaraçosa" queda.

Bem.. o "cão" em questão, é um pitbul com pastor alemão, foi um "presente de grego" do meu irmão, por isso estou vivendo essa experiência, digamos..."animal".

Por toda essa história é que estou MUITO interessada em como "domésticar", "adestrar" caes.

Se você sabe como fazer isso, eu agradeço muito a informação! (sério!).
Dicas, conselhos e curiosidades sobre o universo canino, encaminhe para ronilmajodar@gmail.com.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A diferença entre homens e mulheres

"Ninguém tem o mapa da alma da mulher" frase postada por um amigo meu, no status do gmail.
_Que nada! os homens é que são uns analfabetos no universo feminino, muitas vezes o mapa é tão simples e vocês não sabem decifrar, retrunquei.

Foi quando resolvi procurar algumas das principais diferenças entre homens e mulheres, muitas delas podem ser bem divertidas.(Pelo menos na teoria, na prática essas diferenças podem implicar grandes problemas).






_Elas falam demais, argumenta o time masculino.

_Eles não prestam atenção no discurso da mulher, rebatem as damas.

O diálogo, quando capaz de superar diferenças tão expressivas entre seus interlocutores, é prova de que partilhar um mundo a dois é um exercício de COMUNICAÇÃO – mesmo que homens sejam de Marte e mulheres sejam de Vênus, como sugere o título de um dos livros mais famosos sobre relacionamentos.

A divergência entre homens e mulheres é uma herança da infância. "Desde crianças aprendemos que o homem não chora e não sente dor.

A menina, quando chora é bonitinho. Aí, o homem cresce com essa idéia de que não pode mostrar os sentimentos e a mulher não entende isso.

Na infância, os homens ganhavam BOLA E CARRINHO.

Isso explica a fascinação dos homens por AUTOMÓVEL (muitos infelizmente cuidam melhor do carro do que dá mulher)

Homem não troca um jogo de futebol pela atenção da mulher

(Não que o homem goste mais do jogo que da própria mulher, mas é que na infância Ele ganhou uma BOLA, então, mulheres nem tentem disputar a atenção do homem quando ele estiver assistindo futebol)

As mulheres ganhavam BONECA E FOGÃO (antigamente.)

Hoje felizmente as mulheres ganham bonecas e maquiagem. (rsrs)

Isso explica em parte, porque hoje boa parte das mulheres não sabe, ou não gostam de cozinhar.

Quando crescem as mulheres tem aquela bonequinha Barbie, que ganharam na infância como “referência”,

As mulheres podem estar com o guarda-roupa cheio de roupas, e ainda assim dizer que não tem roupas.

Afinal, aquela “BONEQUINHA” da infância tinha vários modelos:Barbie passeio, Barbie aeromoça, Barbie festa etc..

Mulher não repete roupa, porque se repetir, outra mulher vai lembrar.

Já o homem tem apenas duas calças: Uma cinza e outra preta.

A mulher fala demais, podemos passar horas com as amigas e ainda sobrará assunto.
(A mulher fala muito, é mais emotiva, quer desabafar.)

o homem não é bom ouvinte, não lida bem com o excesso de informações”

O homem quer resolver logo o problema, ser o solucionador. Só que elas já têm em mente o que irão fazer, não está em busca de uma opinião.


A mulher, quando propõe a discussão, na verdade quer dizer: ‘senta aí, você vai ouvir umas verdades’. É claro que eles fogem!

Homens e mulheres têm mecanismos diferentes para as mesmas situações. Na briga, por exemplo, ela quer pôr tudo em pratos limpos para depois ficar em paz.

Ele parte da lógica contrária: não conversa com o inimigo, primeiro quer retomar o clima de afeto e depois conversar.


A mulher tem uma ‘prodigiosa’ memória capaz de resgatar ofensas ditas há anos, contrasta com a suposta desatenção masculina a detalhes.

A atenção dele recai sobre um foco: se está lendo o jornal não vai perceber que o bebê caiu do cadeirão.

A mulher, porém, é capaz de perceber o cheiro de queimado na cozinha, prestar atenção ao barulho das crianças e ainda falar ao telefone. “Não adianta cobrar isso dele: falar algo importante na hora do futebol não funciona.”

A mulher precisa conversar olhando no fundo dos olhos para entender e “analisar” o homem.

E a comunicação entre os homens: Vários homens se sentam em volta da TV, assistindo o jogo, sem nenhum olhar para o outro e a comunicação flui perfeitamente.

Homem esquenta como um “microondas”, já a mulher é um “fogão a lenha”, tem que ascender de manhã, abanar a tarde pra funcionar a noite...

Por isso, a COMUNICAÇÃO é a pontada por vários especialistas como ferramenta chave para o sucesso ou fracasso do relacionamento entre homens e mulheres.

A mulher encontra com outra na rua: ‘Nossa como você ta linda!!!’. Quando viram as costas vem o comentário: ‘Nossa como ela tá gorda’.
-Um homem encontra com outro na rua: ‘Fala seu gordo-careca-bichona!’. Quando viram as costas vem o comentário: ‘pô esse cara é gente fina.

Esse texto é a junção de idéias, de vários estudiosos sobre a comunicação entre homens e mulheres.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

No Pará, candidato mais votado para a Câmara dos Deputados pode ter registro cassado por compra de votos

Wladimir Costa, que conseguiu reeleição como deputado federal, é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de oferecer curso de informática com fins eleitoreiros

O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará representação em que acusa o candidato à reeleição como deputado federal Wladimir Afonso da Costa Rabelo, o mais votado no Estado para a Câmara dos Deputados, de oferecer gratuitamente cursos de informática para conseguir votos. Caso a Justiça considerá-lo culpado, Wladimir Costa poderá ficar impedido de tomar posse ou será cassado.
Segundo a representação, enviada ao TRE em na última sexta-feira, 12 de novembro, o candidato agiu com o apoio do irmão, Wlaudecir Antônio da Costa Rabelo, e de um funcionário de uma rádio em Itupiranga, no sudeste paraense. Alunos do curso de informática confirmaram ao MPE que propaganda feita por carro de som no município informava que Costa era o proprietário da rádio Jovem FM, onde o curso era oferecido.
O coordenador da rádio e coordenador da campanha do candidato, Murilo Santos Ferreira, afirmou que o curso era promovido pela própria sociedade W. A. C. Rabelo e Cia Ltda., permissionária da rádio.
O curso, oferecido gratuitamente a estudantes com mais de 15 anos de idade, começou em 12 de setembro, com previsão de término em 12 de dezembro. Segundo depoimentos de instrutores, 1180 alunos foram matriculados, sendo 840 na sede do município de Itupiranga e 340 no distrito de Cajazeiras.
“Embora a empresa permissionária da rádio responsável pelo curso não tenha, formalmente, como sócio o representado Wladimir Costa, a apuração realizada deixou claro que é de reconhecimento unânime no município a vinculação entre o candidato e a rádio, sendo ele tido como proprietário pelos habitantes do local”, observam os procuradores eleitorais André Sampaio Viana e Bruno Araújo Soares Valente no texto da representação.
Wladimir Costa foi o mais votado em Itupiranga, com 4.896 votos, o que representou 22,85% dos votos válidos no município. Segundo o MPE, os números revelam “o sucesso da empreitada ilícita”. Em todo o Estado, Costa teve um total de 236.514 votos.
A representação do MPE ao TRE ressalta que, para configurar-se compra de votos, não é necessário que haja pedido expresso de voto, bastando a evidência de que a vantagem foi oferecida para a obtenção da contrapartida.
Nº do processo: 309411.2010.614.0000 – TRE/PA

Luiz Carlos Prates: qualquer miserável agora tem carro

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

SANTARÉM É DESTAQUE EM REVISTA DA SUÉCIA

A Revista Globen, produzida pela Ong Children’s World, da Suécia, destacou em quatro páginas, o trabalho desenvolvido em Santarém sobre a implantação do Prêmio das Crianças do Mundo pelos Direitos das Crianças (WCPRC). O Brasil irá receber 9.000 exemplares da revista, direcionada para estudantes entre 10 e 18 anos.
As etapas de implantação do WCPRC são: o debate das crianças sobre suas próprias experiências e estudos sobre os direitos da criança, e a Convenção da Criança da ONU. Posterior ao debate, os alunos estudam as ações dos candidatos aos prêmios de forma ativa na preparação de sua própria Votação Mundial, que deve ser democrática e com voto secreto.
O WCPRC é um programa de educação mundial que conecta pessoas de todos os lugares através do que elas têm em comum: a humanidade. O Prêmio das Crianças do Mundo é desenvolvido em Santarém desde 2004, e chegou ao município por meio do Projeto Rádio pela Educação, indicado pelo Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, para dar apoio à mobilização na região.

Fonte: Assessoria de comunicação da Prefeitura de stm.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Reflexões de um neo-assaltado beijando o asfalto)

( O texto foi escrito pelo meu amigo Jota Ninos, em novembro de 2006, quando estávamos no 1º semestre da faculdade, super bem escrito, vale muito a pena ler de novo, até porque...É super engraçado e mostrou toda a "coragem" do Jota e do Joiciano. rsr)

Reflexões de um neo-assaltado beijando o asfalto ( Por Jota Ninos)

Sempre me gabei de nunca ter sido assaltado em toda a minha vida, fosse no Brasil ou no exterior por onde andei. Na verdade sentia uma ponta de inveja dos colegas que me relatavam os assaltos sofridos e tentava esbanjar um ar de superioridade diante de minha “virgindade” no assunto. Isso acabou me fazendo sentir até discriminado em certas rodas e me levou a imaginar o que pensavam de mim os que já haviam passado por essa experiência (“você não é digno de conviver em nosso meio, seu... “desassaltado”!).
Por conta disso, vivia imaginando qual seria minha atitude diante de um assalto à mão armada. Daria uma de galã hollywoodiano e sairia dando sopapos no “meliante”? Dialogaria com ele e o convenceria a deixar sua vida marginal? Ou apenas me borraria de medo e suplicaria pela minha vida, tentando convencê-lo de que quatro bocas me esperavam famintas em casa? Toda minha dúvida existencial sobre o tema caiu por terra, literalmente, quando fui obrigado a deitar no chão por um assaltante armado na noite da última segunda-feira (06/11/06).
Como todas as noites, sai da faculdade onde estudo e me dirigi ao cyber-café (aliás, porque se chamam cyber-cafés se nem café têm para vender?) mais próximo para atualizar um de meus blogs na internet. Nesta noite, tinha a parceria de um dos colegas de turma, Joyciano Marinho, que como eu era também neófito na condição de assaltado. Após visitarmos o blog da nossa turma de jornalismo, descemos pela mesma rua escura que tantas vezes passei, em direção à minha casa. O papo acadêmico fluía entre abobrinhas da sala de aula e a divagação sobre os problemas do mundo. Eis que surge em nossa frente a realidade nua e crua, da qual só conhecíamos através de relatos ou de filmes.
O assaltante, um garoto de pouco mais de 20 anos, poderia ser meu filho ou irmão de Joyciano. Do alto de sua figura magérrima, o rompante de senhor de nossas vidas com uma arma na mão: “Mermão, vamu deitando no chão e passando a carteira se não passo bala!”. Estáticos, fomos aos poucos entendendo que acabávamos de entrar nas estatísticas de vítimas de assalto. Pensei comigo: vibro por não ser mais “diferente” dos meus colegas assaltados e abraço o ladrão por me proporcionar este momento ímpar ou simplesmente desmaio? Nem me lembrava das opções anteriores. Minhas pernas bambas não permitiam esboçar qualquer reação hollywoodiana. Mal consegui envergá-las para me ajoelhar. Mãos na cabeça, prostramo-nos no frio asfalto da rua deserta e mal iluminada. Literalmente, beijamos o asfalto. A sensação era narcotizante. As palavras do garoto, soltando impropérios soavam longe. Me lembrei de um dos únicos porres que tomei na vida quando adolescente: enquanto levava um pito, minha cabeça parecia os carrilhões de Nazaré no dia do Círio em Belém.
“Tira a camisa, mermão, mas num olha pra mim”, vociferava nosso algoz. Arrancamos as camisas pólo suadas e sujas de terra e jogamos em sua direção. “Camisa é melhor no mato”, filosofa nosso pivete ensandecido, antes de arremessá-las em direção ao muro que margeia a calçada maltratada, tomada por arbustos. “Cês também, pro mato e sem olhar pra mim”, sentencia nosso feitor da meia-noite. “Num sou daqui e tô fazendo uma “limpa” na área, mermão!”, explica ele.
Sentimo-nos io-iôs nas mãos do assaltante. Continuamos calmos, apesar de, passado o susto inicial, já alimentarmos um certo ódio e uma vontade louca de atacá-lo. Mas entre nós dois e ele há uma arma apontada, reinando soberana e doida para fumegar ao menor vacilo. Prostrados, agora no mato, ouvimos o garoto sofregamente buscando dinheiro nos porta-cédulas. Encontra dois míseros reais que eu ainda carregava no final da noite e os surrupia. De repente, encontra algo que lhe chama a atenção: um porta-documentos com brasão da República, usado geralmente por funcionários públicos da área de segurança. A cor vermelha do couro parece acender no assaltante o ódio de Aris, o Deus da Guerra na mitologia grega, ao gritar de forma sarcástica e meio tatibitate: “O que temos aqui? Um PM! Já “puxei” cadeia e tenho raiva de PM. Acho que hoje vou matar PM”. Pela primeira vez, sentindo o perigo rondando minha cabeça, falo com firmeza em direção ao assaltante dizendo que não sou da PM e sim funcionário da Justiça. Caio em mim, ao pensar que o dito cujo não deveria diferenciar um do outro. “Cala a boca! Eu atiro!”, grita ele.
Me calo com as mãos na cabeça. O sangue parece querer explodir minha cabeça antes da bala que acho estar a caminho. Tento pensar nos filhos que tenho, no livro que não escrevi e na árvore que ainda não plantei. Talvez seja tarde para todos os arrependimentos. Quão pequeno sou naquele momento! Minha vida pouco vale diante da sanha de um menino criado nas ruas, adotado por traficantes, marginal de uma sociedade hipócrita. De nada me adianta filosofar. A morte parece certa.
“Bora, mermão, pega as bolsa e joga os celular, rápido!” O assaltante me desperta, clemente, dando-me mais uma chance de viver minha miserável vida. Basta eu me livrar do pequeno aparelho que trago na bolsa e que para ele pode representar um alívio em forma de drogas a serem trocadas em qualquer boca-de-fumo das redondezas. Rapidamente tiro o celular e jogo, sem levantar a cabeça. Meu colega, renitente, acaba cedendo e também joga o seu. Não vejo o semblante de Joyciano mas imagino seu rosto, sempre compenetrado em sala de aula lendo Aristóteles ou Nietzche, fazendo um esforço para entender tudo aquilo. Antes de sermos abordados, me falava de projetos ambientais sustentáveis para melhor a vida dos nativos da região e evitar injustiças sociais.
Foram-se os celulares, ficaram os ouvidos e bocas. Um último recado de nosso verdugo ao tucupi: “Tô saindo, mas vou ficar de olho em vocês. Se levantarem a cabeça, ficam sem ela”. Poesia marginal?
Os minutos em que ficamos parados naquele mato, sem camisa e sem celulares, pareciam eternos. Nenhum de nós tinha coragem de olhar para cima. Talvez quiséssemos dormir ali mesmo e acordar achando que tudo não passou de um pesadelo. Levantamos e caminhamos como dois perdidos numa noite suja, rumo à Seccional de Polícia a um quilometro dali. Tentamos entender cada um dos segundos de agonia e o que poderíamos ter feito. Cada um de nós com um sentimento de ódio mesclado ao alívio de sentir a cabeça no lugar. Concluímos que não fazer nada, fez a diferença entre a vida e a morte.
Minha relação com o submundo do crime, até hoje, sempre foi de caráter profissional ou voluntário, seja como repórter policial no início de minha carreira jornalística, seja como escrivão judicial atualmente, acumulando com a função social de membro do Conselho da Comunidade. Nunca cara-à-cara, na condição de vítima. Antes visitava presos nas delegacias. Hoje percorro corredores da penitenciária de Cucurunã conversando com caras amontoados em celas fétidas que vêem em mim sua única esperança de contato com o mundo lá fora. Talvez esse menino já tenha estado numa dessas celas. Se não esteve, quem sabe um dia estará, e eu o ouvirei, tirando dúvidas sobre seu processo.
A noite continua. Outros assaltos ainda acontecerão. Gente há de morrer e sobreviver. Essa é a lei da selva capitalista. A nós, resta acreditar que nossa hora ainda não chegou...


O texto original você encontra aqui: http://jotaninos.blogspot.com/2006/11/reflexes-de-um-neo-assaltado-beijando.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um novo dia!

A palavra de ordem é: Viva!

Não importa o que aconteceu ontem
Não importa o que será amanhã , nem com toda ciência, crença ou conhecimento vou descobrir mesmo.
Então que venha o futuro, seja ele qual for.
Venha a seu tempo, aquele determinado por Deus.
Hoje vou seguir em frente
Não vou olhar para o lado (as circuntâncias, adversidades, zombarias).
O meu foco está mais a frente é pra lá que eu sigo.
E que eu aprenda uma nova canção...
Para cantar quando estiver triste.
Se eu quiser eu paro, mas eu é que decido.
Mas eu vou seguir em frente com um novo "fôlego" de vida.

Repórter que não viaja, que não se mexe, pode cair no sedentarismo mental

A foto, feita com um celular:
Dentro de uma voadeira do Exército,
lá para as bandas do médio para o alto Tapajós

Não esqueço da vez que um chefe de Redação foi enfático: a partir de hoje, repórter deste jornal não viaja mais. Isso está na cabeça de muitos "editores" e donos de jornal. É para "fazer economia". Seria como, numa comparação grosseira, se o dono da padaria deixasse de comprar trigo para "fazer economia".

Não faz tempo vi o dono de uma TV afirmando que as melhores câmeras da estação não deveriam ser levadas para coberturas de temporais e locais em que a poeira era intensa. A pergunta fatal: e para que servem essas câmeras?

É por essa mentalidade que o jornalismo foi ficando insosso, matérias copiadas, clonadas ou enxertadas com textos frios captados da internet, quer dizer, notícias e reportagens com pouca ou nenhuma novidade, informação de segunda e terceira mãos.

O sedentarismo mental que fatalmente acompanha o sedentarismo corporal de quem se rende ao computador, como se ali estivesse toda a novidade do mundo, ameaça devastar o velho e bom trabalho de ir para as ruas, para os ares, para as matas, para outros estados, outras cidades. Para ir aos bairros da própria cidade. Enfim, a notícia não está nem nunca esteve dentro de uma sala que chamam de Redação.

A notícia, como relato vivo e interessante dos fatos relevantes é produzida, em sua forma bruta, no campo de batalha profissional e não dentro de salas com ar condicionado diante uma tela iluminada. A mesa com o computador não é mais do que o lugar de sistematizar e organizar o material colhido na realidade da vida, lá fora.

A foto que acompanha este texto foi feita pelo Jota Parente, jornalista dos bons, de Itaituba, durante viagam domingueira juntamente com o também jornalista e professor Adelson Souza, no dia 19 de outubro de 2007. Íamos numa lancha pertencente ao Exército, na qual chegamos até a localidade de Maloquinha.

Ali, há muitos anos, houve um centro formador de religiosos franciscanos. Hoje, pertence a uma congregação não católica, e oferece hospedagem lá no alto de um morro à beira do Tapajós.

O passeio fluvial foi o coroamento de um fim de semana de encontro com jornalistas de Itaituba, dentre os tantos de que tenho participado pelo interior do Pará e Amazonas. Ao contrário do que podem pensar algumas cabeças metropolitanas, no interior da região há nichos de um jornalismo vibrante e competente.


O texto original está no blog do mestre Manuel Dutra; http://blogmanueldutra.blogspot.com/.

Manuel foi coordenador da primeira turma de jornalistas do Oeste do Pará. (do qual faço parte) Que merecidamente leva seu nome.