quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Só um texto...



Alguns textos meus se constroem aos poucos, às vezes eu escrevo muito devagar, e coloco centenas de vírgulas e depois as tiro.

E pra facilitar o entendimento, não me intimido em recorrer aos pontos finais, mesmo desejando que sejam pontos seguidos. Mas... O pensamento é vago, e recorro às reticências...

As interrogações nunca foram minhas favoritas, mas são sempre necessárias, e é preferível usá-las no meio do texto, do que correr o risco de encerrar um, com essa pontuação.

Até gosto dos dois pontos, mas nesse texto não tenho como aplicá-los.

Nas entrelinhas * fiz uso de tantas exclamações! Mas são minhas! São "resmungos" tão pessoais que não teria a menor importância publicá-los, pelo contrário, só acarretaria confusões ao leitor que não conhece a minha alma.

Sou especialista em perguntas retóricas, não que eu não goste das respostas que a vida me dá, mas é que tenho certa urgência, que denominei de “urgência paradoxal”... Entendo que a pergunta é necessária, mas  aplico a mim a “melhor” resposta, por ter aprendido a  ser  terrivelmente pragmática, e querer ter sempre motivos pra seguir em frente.

Permito usar do meu jeito, todos os sinais de pontuação, já  que o ato de escrever exerce em mim, certa terapia.

No fim de tudo eu olho meu texto, visualizo todos os meus erros, e quando vejo que são gritantes, fico triste, mas me permito isso só por um instante, ou dois...

Decido amassar e jogar fora, é necessário escrever outra história... Mas depois de tudo isso,  só consigo recostar minha cabeça na escrivaninha... Sinto um cansaço ligeiramente inquietante, apago as luzes do quarto, porque  quieta no escuro eu quase consigo me sentir segura... Coisas bobas da minha alma de criança que acha que no escuro, a “vida” não te vê, sei lá...Pena que hoje não tem tempestade, também gosto do barulho estrondoso dos trovões que  não me deixam ouvir os meu pensamento mais chatos.

Ainda dessa vez, meu texto ruim superou aquele silêncio terrível, que quando se instala, sei que é um mau sinal, não de pontuação, mas de coisas que aprendi sobre mim mesma ao longo dos tempos.

Escrevi, já valeu...


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